Diminuição da dor e do desconforto pós-secagem e redução do ingurgitamento do úbere e da pressão intramamária

Teste 1

Estudo multicêntrico, randomizado, cego e de grupo paralelo comparou a eficácia de Velactis® na secagem na redução do ingurgitamento do úbere nas primeiras duas semanas pós-secagem versus grupo de controle negativo.

Animais e desenho experimental

Nesse estudo realizado na França, Alemanha e Hungria participaram no total 263 vacas leiteiras sadias, na última fase de lactação, oriundas de 16 fazendas.

Foram selecionados para o estudo, 7 dias pré-secagem, os animais com boas condições gerais e data de parição prevista para no mínimo 5 semanas póssecagem. Não foram selecionadas para o estudo vacas leiteiras com mastite clínica ou qualquer doença que interferisse na secagem ou na produção de leite, lesão(ões) séria(s) do(s) teto(s), com quarto não funcional ou com tetos cruzados pré-ordenha. Foi proibido o uso de selante nos tetos ou qualquer outro tratamento que interferisse na secagem (produtos diuréticos).

No dia da secagem, foram incluídas no estudo as vacas com produção de leite diária igual ou superior a 16 kg (litros)/dia (avaliada de acordo com a média dos 7 dias pré-secagem) e perímetro entre os tetos pré-ordenha superior ao da pósordenha. 

Após a secagem as vacas incluídas no estudo receberam ração mista total (TMR) e tiveram acesso ad libitum a água

Após a última ordenha as vacas receberam um único tratamento pela via IM de 5mL de Velactis® (VEL) ou volume equivalente de placebo (PLA: mesmo excipiente utilizado no grupo tratado com Velactis®).

O tamanho do úbere foi avaliado pós-secagem. Foi medida a distância entre os tetos (dianteiro, traseiro, direito e esquerdo) e verificada a soma da distância entre eles (perímetro).

A primeira medição foi feita antes e após uma ordenha no dia 4 pré-secagem (D-4) como valor de referência. As avaliações seguintes foram realizadas pós-secagem nos D1, D2 e D3.

A eficácia contra ingurgitamento do úbere foi avaliada pela redução da porcentagem de vacas com úbere com “ingurgitamento excessivo” no dia seguinte à secagem (D1). O perímetro entre os tetos tinha de ser maior no dia seguinte à secagem do que no D-4 pré-ordenha (PD1 > PD-4).

A pressão no úbere foi avaliada com o uso de duas escalas diferentes:

  • O Escore de palpação (UE. Score), adaptado de Leitner et al. (2007) e de Gleeson et al. (2007), foi determinado, pressionando-se os dedos no tecido e avaliando a resistência à pressão na região da cisterna, ou seja, 10 cm acima dos tetos. Os escores variaram de 0 (ausência de pressão) a 3 (pressão elevada).
  • Avaliação do úbere pelo sistema DFT 15 que é um dinamômetro eletrônico que mede a força máxima (kg) obtida na penetração do úbere. Foi recentemente validado para medição da fi rmeza do úbere de vacas leiteiras (Bertulat et al.,2012). A medição podia ser feita no quarto dianteiro ou traseiro na região da cisterna, ou seja, 10 cm acima dos tetos.

As primeiras avaliações foram realizadas antes e após uma ordenha na semana pré-secagem (no D-4) como valores de referência e durante o período seco no D1, D2 e D3.

Foi considerada pressão excessiva se o escore no D1 fosse maior do que antes da ordenha ou permanecesse igual a 3.

Durante o período seco, o pesquisador verifi cou a presença de qualquer dor identificada na palpação de todos os quartos das vacas na fase de ingurgitamento nos D1, D2 e no D3 pós-secagem.

Resultados

Redução do ingurgitamento do úbere no D1 pós-secagem

  • O número de vacas com “ingurgitamento excessivo” no D1 foi significativamente menor no grupo tratado com VEL: 37,2% em comparação ao grupo tratado com PLA: 73,3% (p < 0,0001).

“Pressão excessiva” no úbere no D1 pós-secagem

  • A porcentagem de vacas com “pressão excessiva” no úbere (avaliada com base nos valores aferidos pelo DFT15) no D1 foi significativamente menor no grupo tratado com VEL: 26,9% em comparação ao grupo tratado com PLA: 52,6% (p < 0,0001).
  • A porcentagem de vacas com “pressão excessiva” no úbere (avaliada com base no escore de palpação) foi significativamente menor no grupo tratado com VEL: 28,7% em comparação ao grupo tratado com PLA: 70,2% (p < 0,0001).

Sinal de dor no D1 pós-secagem

  • No D1, a porcentagem de vacas com sinal de dor foi significativamente menor no grupo tratado com VEL: 1,6% em comparação ao grupo tratado com PLA: 11,5% (valor p = 0,0012)

Conclusões

  • Velactis® reduziu significativamente a porcentagem de vacas com ingurgitamento excessivo do úbere no dia seguinte à secagem em comparação ao PLA. O tratamento com Velactis® foi associado a uma redução do risco relativo de “ingurgitamento excessivo” do úbere no dia seguinte à secagem de 49,2 % com IC95% = [35%; 60%]
  • Velactis® reduziu significativamente a porcentagem de vacas com pressão excessiva no úbere no dia seguinte à secagem em comparação ao placebo. O tratamento com Velactis® foi associado a uma redução do risco relativo de “pressão excessiva” no úbere no dia seguinte à secagem de 48,8% com IC95% = [30%; 63%] de acordo com a avaliação com DFT15 e 59,1% com IC95% = [45%; 70%] de acordo com o escore de palpação, respectivamente.
  • Velactis® reduziu significativamente a porcentagem de vacas com sinal de dor no úbere no dia seguinte à secagem em comparação ao placebo. O tratamento com Velactis® foi associado a uma redução do risco relativo de sinal de dor de 86% com IC95% = [42%; 97%].

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